domingo, 4 de outubro de 2015

Presente



Naquela noite, o silêncio se aquietou
de uma maneira sublime, esperta
à moda do sol que esquenta
E a noite mágica descoberta

E foi naquele tapete de beijos

que eu dormi naquela noite

Eram vontades e desejos
Seria a mais desejável pernoite

O carinho daqueles abraços
Preenchiam meu vazio
Era um mar profundo de recados
Com vivacidade a mil

Eu me entreguei na madrugada
Com todo sentimento que ali continha
Fazia tempo que eu não via
Aquilo tudo se emanar, me senti renovada

E cada beijo era uma viajem astral
Cada carinho um diálogo prazeroso
O corpo inteiro dançava em alvoroço
Mas, paciente, e longe do banal

Foi a melhor noite que céu já me deu
Foi o melhor momento que o universo 
Que eu tanto escrevia em meu verso
De perfeito, que minha alma já recebeu.

2 comentários:

  1. Aproveitar esses privilégios é o que nos salva do escárnio deste mundo.

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  2. Há uma certeza interna de que isso é verdade, embora cada olhar se resume ao que se sente, é efêmero. E de fato, esse presente me faz querer viver, não o que já existe de banal, mas o que ainda eu não explorei.

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