sábado, 11 de abril de 2015

Reciclagem de resquícios


O tempo 
não é capaz de traduzir 
os meus sentimentos
Não por ti,
unicamente por ti.
O que é eterno não tem fim.
Ideias intensas vem me visitar,
toda vez em ti penso.
O jovem Werther sabe bem o que é isso.
Sabe bem muito bem mesmo,
o que toma conta de todo o meu ser.
Sem poder de fato colocar para fora e abraçar.

Navego em tempestades monstras
E quaisquer que sejam as diversidades
Eu não me desgarro do teu eu,
Porque aprendi a te amar.
E claro, as ondas vem e vão
com suas características.
Assim como os dias e as noites
no seu tempo.
E eu me vago para te colocar em mim.
Quem me entende por eu ser assim?

Não tenho mais claro em mim o esperar.
Muitas vezes sinto falta tua,
no aumentativo.
Que nem me cabe dizer,
assim sinto somente.
Às vezes,
eu finjo que não está doendo
Só para não me ocupar em sofrer
Porque isso toma um tempo danado
Como se eu pudesse ter domínio
em deixar te deixar de lado.
O sofrimento é algo planejado.
Não tenho tempo pra isso
há mil coisas por fazer.

Em uma bela tarde
penso eu, num parque.
Uma toalha xadrez
estendida sobre uma grama
Eu, você e nossos filhos,
fazendo um lanche da tarde.
O assunto seria a vida: natureza, pessoas, tudo.
O sorriso em teu rosto
diria mil vezes da certeza de estar ali.
A alegria das crianças outras certeza,
de todos juntos.

Os sonhos alimentam nossos egos
não é mesmo?
Por isso, não me confino num só.
Sei que quanto mais sonhos tivermos
mais vivos estaremos.
E pelas minhas contas eu tenho tantos...
Como se tivéssemos que concretizar todos
E a ideia deles na vida presente
como um propósito.
No que resulta numa felicidade a olhos nus.

Todas as passagens dão liberdade à escolha
seja ela boa ou ruim.
Prefiro ser otimista nessa parte,
já que me privo de outras.
A liberdade é somente um ato
de escolher algo; pode-se gostar ou não.
Fazer algo por obrigação também é escolha,
mas não liberdade em si.
Eu escolhi te cultivar em meu coração
para não perdê-lo pra sempre.
Como se fosse uma energia necessária a mim.
Já que na realidade as coisas são diferente.

Tenho em meu coração
Que um dia eu vou compreender
Mas, por agora, não vou mais pensar nisso.
Com disse, tenho mil coisas a fazer
Por vezes, a alma precisa expurgar
Jogar os resquícios do pretérito
Num canto para uma reciclagem.
Enquanto isso, com meu racional

Volto à realidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário