terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Era uma vez, mais uma vez uma renúncia.




Mais uma vez
eu queria me ver perdida
em seus braços.
Sentir o cheiro de sua pele,
o sabor dos teus beijos,
e a sua infinita docilidade de amar.
E mas uma vez me peguei
sonhando acordada
vendo suas cicatrizes passadas
e me perguntei:
- Quantas vezes eu já havia dito isso?
- Quantas vezes eu circulei em suas vidas e o deixei?
- Quantas vezes eu não olhei para trás,
e decidi, por fraqueza, te esquecer?
Não sei quantas foram as vezes.
E acho que estou fazendo isso de novo.
Pois, mais uma vez, priorizei servir os outros
E não tive tempo para servir a mim mesma.
Me privei de aceitar o nosso verdadeiro amor.
Acreditei que a renúncia seria a solução.
Vejo tantos casais tão diferentes, juntos,
E nessas vezes, pensei que,
Aquelas mãos dadas poderiam ser as nossas
Aqueles beijos poderiam ser nossos
Aqueles abraços, aqueles olhares
Ah, e aquele sentimento que entorpece.
E faz a fera interior adormecer.
Nunca nos aconteceu nada disso, ser livres de nós dois.
Poder dizer ao mundo sobre o nosso amor
Mas tudo é tão camuflado, por isso decidi partir
Esse amor me corrói todos os dias
E indago a existência dele sempre.
Por que me maltrato tanto?
Fico longe dos teus carinhos
Era uma vez, mas uma vez, sem saber porquê,
Eu te renunciei.

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