terça-feira, 11 de novembro de 2014

Complemento (de) amor


São caminhos sem vida se não tiver amor
É como estar cercado de dúvidas gerais
Várias mãos tentando tatear formas visíveis
Do quem você não sabe, para onde ir.
O bem querer de querer estar bem.
A voz suave do vento então lembra
Que estou viva; onde estou que não me vejo?
Eu tenho amor; não é o suficiente pra ser feliz?
Os olhos de ver não veem direito
Isso não é miopia é o véu do esquecimento.
O hoje me lembra mais da felicidade
Ele me lembra que o tempo está correndo
Meus filhos nascerão sem ao menos eu concebe-los.
A sinceridade que minha língua traduz é amarga; aos ouvidos dos outros.
O meu coração sente um cansaço sem igual, vontade de cair na areia da praia.
Sentir as ondas do mar indo e vindo em sua proporção cabível.
Só ficar com a natureza e esquecer o mundo hominal.
Mas, voltando à realidade, ah, isso dói e me lembra dos resgates.
Dói demais ver as pessoas sendo maltratadas por si mesmas.
Há muito amor ainda guardado em cada um, escondidinho lá no fundo.
E devido às paixões mundanas ele perde seu valor, fica sempre pra depois.
É... Tá cheio de vidas vazias que se mesclam na hipocrisia da sociedade.
Acordam, trabalham ( alguns estudam) e dormem. 
Para que no outro dia possam fazer tudo de novo.
Como gastam duas doses de amor?
E como fazem para receber e ter a receptividade de quem dá?
Será que dá tempo?
Não fossem as paixões daria sim.
Poucos se preocupam humanamente
Muitos se preocupam materialmente.
Sinto muita falta de ver o amor por ai
Esse de parar tudo e mexer com tudo lá dentro
De queimar o sangue que pulsa o fazendo ferver de emoção
Transbordando nos olhos a felicidades de se ter o amor.
Se é fácil se desligar do mundo material? Talvez, para alguns impossível!
Para saborear o amor e encher o coração é necessário se despir de muita coisa
que por ora vivem preenchendo aquele espeço que está reservado.
Se o amor é um complemento? 
Para mim sim.

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