domingo, 14 de setembro de 2014

Enquanto não chega primavera



Vejo através da nuvem branca
Que clareia a vista da vida
A imagem da perfeição
A perfeita imperfeição!
Daquela que precisa sempre
De um complemento
Uma reforma
Um contorno
Uns cuidados a mais
Uma pitada de amor gostoso.
Um punhado disso e daquilo.
E as cortinas se fecham
Trazem as vestes da liberdade
Do pavio curto de fulano
Da bondade infinita de sicrano
Da paciência e resignação de beltrano.
O mar fala alto em ondas melodiosas
Sinto a nuvem branca querendo-me
Sinto o cheiro da rosa branca abraçando-me
Sinto o vento por mim passando
E deixando aquele cheiro de passado.
Daqui a pouco vou colecionar mais um fio
Um fio de cabelos brancos
Que tarde não vai chegar
Será então a primavera.
Ah esperada, ou não, primavera.
Não me sinto diferente
É o tempo que está transformado
No meu mundo interior.
Logo trocarei de página.
E assim, será outro dia.





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