domingo, 14 de setembro de 2014

Desejos da minha alma



Minha alma quer aceitar a chama da vida
Sintomas de saudade conversam com ela
E viva quer sentir os dedos da noite
Que lançam suavemente
Por meu corpo coberto de pele branca.
Sinto que minha alma quer sentir mais
O sabor do vento aconchegando meus cabelos curtos e escorregadios das mãos.
O frescor do ar que busca caminhos pra entrar em mim de forma mansa.
A imagem da substância abstrata que veste o tempo.
A imensidão de desassossego quando tudo está vazio.
E ainda, ela quer se aventurar.
Na sutil relevância do amor, ah esse amor!
Com sua transcendência dando sopa.
Ah, mas são tão belos esse encontros de sentires!
Esses pensamentos da minha alma!
Ela que mata minha sede no deserto
Me seca inteira debaixo do mar
Me dá de comer onde não há alimento disponível
Me leva há lugares antes não vistos pelos meus olhos carnais.
Quanta sede, vontade, desejo e inquieta está ela, não?
Minha alma deseja muitas coisas, das quais algumas estão incertas.
Entretanto, existe uma certeza para cada incerteza.
Nunca é tarde para nada.
Mas há tempo e momento certo para cada coisa.




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