domingo, 31 de agosto de 2014

Oh céus, oh vida





Oh céus, oh vida abastada
Não me lembro dos dias atrás
Em que meu corpo era instrumento
De sentimentos tão banais.

Queria eu como criatura divina
Entender esses conflitos existências
Esse monte de pensamentos interno
Que transbordam alegrias infernais.

                                                                                                       Segredos ao vento que passa apraz
E a brisa que uma hora quer ficar
Que deixa meu emocional tão incapaz.
Nessa turbulência racional com sensos irreais

Oh céus, oh vida desgraçada!
Não me encha de linguiça trivial!
Quero conteúdo de verdade, e mais nada
To cansada desse mundo tão cheio de banal.

Olhe como o amor não fala mais comigo!
Sinto tanta saudade das tardes primaveris
Em que eu tinha folhas e folhas comigo
Preenchidas de palavras e desejos tão sutis


Mas o vento veraneio logo chega
E as flores que teci jazem no jardim esquecido
Como não sentir falta daquelas tardes?
Oh vida, não tira a poesia de mim, ela é meu riso.

Oh céus, oh vida tão calada falada pelos outros!
Que não fala os sons da fala que quero!
Não me ilustra os pensamentos verídicos àqueloutro
Por isso nunca acreditei na existência de Homero.

Posso saber tudo sobre a história da humanidade
Mas nunca saberei o que de fato eles pensavam
As elites é que escolhem sempre as verdades
E os pensadores esquecidos ficam em estado mórbido.

E ainda tenho muito coisa por fazer
Mas um dia quero entender a vida no Seu altar
Os sem destaque escondem seu precioso ver
Será que que vai continuar assim, ou vai continuar ?

Oh céus, oh vida desregrada
Que segue regras de homens imperfeitos
Vou voltar a estudar o que me foi imposto como norma
E depois voltar às minhas poesias, é o jeito!





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