terça-feira, 19 de agosto de 2014

Diagnóstico



Às vezes, meu coração voa para bem alto até você
E me pergunto: o que estamos vivendo?
A resposta nunca consegue ser satisfatória
Há nuvens de pensamentos que vagam pelo ambiente cerebral.
Tenho aqui guardado algo que cresce a cada dia por você.
Por vezes, sem se manifestar, calado profundamente.
É como uma doença que se desenvolve sem dizer que tá ali.
Mas tá, tecendo sua essência quietinha.
E que ninguém consegue visualizar sua tessitura
E daí, quando o corpo avisa que tem algo errado
Algo que você nunca sentira antes,
Mostra que a doença já se alastrou e não tem volta.
Depois se busca o diagnóstico.
E logo já sabe dos efeitos colaterais.
O que pode aparecer ou acontecer e não.
Se irá ter volta? Claro que não!
Pois o que nasce na gente deixa marcas, por vezes, profundas.
Mesmo que um dia suma de lá.
Porém, se fez presente em algum momento.
Deixou seu registro abstrato.
E nesse momento, o que se quer é saber:
Como chegou a esse ponto?
Inconscientemente aconteceram tantas coisas
Que me escaparam a atenção necessária.
E conscientemente muitas outras coisas.
Mas, aconteceu.
Ou ainda acontece.
E outras, deixei acontecer.
Há burocracias, métodos científicos.
Então meu coração baixa voo.
Já sabendo por cima o que há lá que o interroga tanto
Que o meu corpo exige e meu cérebro não sabe o quê.
E com esperança espera a sua vez de saber o que é.
Sentir o que sempre quis de verdade.
Você.



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