domingo, 13 de julho de 2014

Encontro transcendente


Eu vi você me olhar
Espalhava sintomas de saudade
Queria correr para mim.
Como se fosse um simples desejo
Mas não era só isso,
Tinha ali algo a ser compartilhado
Não por palavras, e sim por gestos.
Você queria que eu soubesse algo.
Era sublime, exímio aos seus olhos.
Não era físico e nem material.
Você me olhava com amor
Com meiguice afirmativa.
Seus olhos olhavam meu sorriso.
Você exalava cores de sua cabeça
Contemplando-me com tanta felicidade.
Eu conseguia sentir cada pétala de energia sua.
Lá você estava mais doce, mais jovem, afável.
Seus olhos brilhavam tanto, à medida que me olhava.
Eu os ouvia, os seus olhos, sim, dentro da minha mente
A cada canto, a cada sonoridade expelida.
O que eu sabia daquele momento?
Eu não sabia nada, nada mesmo.
Você que veio atrás de mim
Cansado da vida mundana e das investidas sem retorno.
Lembrou-se de mim, e logo veio.
Você sempre soube que meus braços
Que meus ouvidos
Que meus olhos 
E principalmente o meu coração
Estavam sempre à sua disposição.
Você largou um belo sorriso.
Esticou-o o máximo possível.
Seu espírito reluzia amor, e nada mais.
Foi então, que você num piscar de olhos
Grudou-se mim, seus braços me enlaçaram.
E ficou ali, sentindo a nossa leveza.
O verdadeiro sentir que nunca foi escondido
E que você via claramente, a olho nu, naquele instante.
O quanto nosso brilho era maior juntos.
- Eu te amo, eu te amo tanto! – Você disse.
- Eu te amo, eu mais um tanto. – Respondi sorrindo.
E para quê entender aquilo que só faz sentido sentir?
O amor.

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