terça-feira, 17 de junho de 2014

Conclusões incertas em relação ao outro


Às vezes, você olha a vida, e pensa.
Tira suas próprias conclusões.
Cria suas próprias raízes.
Modifica as suas ações
Muda de opinião vez ou outra.
Mas respira o mesmo ar bactericida
Que o outro respira.
É feito da mesma matéria orgânica,
É um ser humano como o outro.
Porém, a sua essência é diferente
Seu caráter é diferente
Você tem qualidade e defeitos
Só que diferentes.
Seu corpo é diferente.
Você é você.
O outro é o outro.
Por isso, você nunca vai saber
Mesmo que se esforce,
O que tem na cabeça do outro.
Você não sabe o que se passa lá dentro
Daquele imensidão, por vezes, abstrata.
Você não sabe os motivos dele
Para tomar tais decisões
Que em certas ocasiões
Lhe feriram, com ideias precipitadas.
Você não sabe o porquê disso tudo.
Você sabe o que os seus olhos veem
Todavia, quando se trata do outro, não sabe.
Você sabe a cor do pássaro à sua frente
Mas não sabe a cor do sentimento interno.
Você está cansado de saber de 1+1 é 2.
Mas você não sabe calcular os números
Que os pensamentos do outro somam
Ou até mesmo diminuem, subtraem ou dividem.
Você não sabe a porcentagem que o outro
Acumulou com suas estatísticas de sentimentos.
Você só sabe o que ele fala para você.
Você só sabe das coisas parcialmente
Porque é impossível saber de tudo.
Procure então, colher as informações
Com o máximo de cuidado de possível
Pra chegar a uma conclusão plausível
De ser entendida pelo seu coração
Quando se trata do outro.
Visto que, quando ele não fala
Não há como sabermos muita coisa
E há possibilidades de criarmos coisas
Das quais não existem, por causa do nosso ego ferido.
Pois são nossos egos inflamando o coração.
Tenha cuidado com o que pensas
Pode ser exatamente ao contrário, ou não.
Acontece que outro pode estar precisando de você
e você nem sabe.
Mas você já procurou saber?

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