quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Os beijos



E quando os lábios dele encostam aos meus
Mil chãos se abrem e flutuo na imensidão
Esqueço de tudo e navego naquele beijo.
A sensibilidade me penetra a cada segundo
Sinto uma erupção marcante e urgente 
se criar em nós dois, com mais de 40 graus.
Sinto-me densa e leve ao mesmo tempo.
Há tempos não me sentia assim
Talvez há séculos atrás.
No entanto, ele me faz ser um outro eu
E não quer se esvair nem um segundo sequer
Quer ficar perto, diz que gosta do que têm.
Ele quer ficar firme e me domar
Quer me orientar, me sugar e me abastecer.
Quer viver todos os sonhos que eu tenho
E outros que ainda desconheço.
porque não gostamos de seguir nada a não ser nós.
A música toca e eu o sinto mais perto,
cada vez mais perto.
Como se falasse ao meu ouvido
e todos os segundos fossem sedentos.
Sedentos por seus beijos escondidos.
Quantos beijos! Muitos beijos!
Macio, quente, apetitoso e intenso.
Ah! Perdi as contas, foram tantos.
quiçá as cem bilhões de estrelas
que existem por galáxias. 
Ou talvez os dez sextilhões de astros.
Nossa! Muitos... Será?
A soma de todas as vidas.
Porventura daria isso.
A imaginação é livre
Pelas ruelas do sonhos
Pelas ruelas do mar
Onde quer que seja
Seus beijos são meus
E os meus são seus.
E não importa quantas roupagens
Quantos lábios diferentes, 
Serão.
Por toda eternidade.

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