quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O tempo



O tempo é tão temido
Ao mesmo tempo tão desejado
Ao pé do meu ouvido
Ouço barulhos, embaralhados.
Surgido de tempos
Que o vento apagou
Foi pela areia da praia
Que tempo levou.
A memória guarda
As tiras de chuva de ideias
Que um dia a cabeça falha
Só lembra-se de epopeias.
Oh liberdade! Não fujas no tempo
É tão difícil te encontrar e te ter.
Pois o tempo não se vai tão rápido
E nem mesmo fica tão fácil por querer.
Cobra detalhes de sentimentos
Das mentes escolhidas
Que quanto mais velhas
Mais são esquecidas.
E ficam sem tempo
Para escrever as histórias
De suas vidas.
O tempo nos faz planejar
Sair de casa com ideias rotineiras
Com pensamentos alaridos
Por nem pensar num vida inteira.
Vão as crianças
E vêm os adultos
Com cabeça de criança
E que causam tumultos
Mal pensam no tempo
Que ainda têm
Não filtram conceitos
Não querer ir além
E o tempo passa
Na abertura de tempos
São tempos esquecidos
E outros de lamentos
Tempos de festas
E tempos de tormentos
Tempos de amor
E de sentimentos.
O tempo que resta.


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