quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Misturê de pensamentos


Não consigo voltar a minha vida.
Mas que vida que eu tinha? Nem lembro mais.
Eu me tornei vários Eu’s.
Um dia um Eu meu me perguntou:
- Você tem se divertido na vida e ainda se diverte?
Agora não tem como voltar mais atrás.
Eu desejo poetar a cada segundo que passa
Assim diminui a ansiedade.
Falar de sentimentos, das pessoas, das desgraças.
Falar do cantar dos pássaros que ficam na minha janela.
E parecem até conversar comigo nas entonações alegres.
Falar dos erros e acertos, dos corretos e incorretos.
Da timidez que eu sinto que me faz ruborizar.
Da vontade de falar o tempo todo comigo.
Pareço maluca, mas não sou.
Tô seguindo o conselho de Sócrates.
Mas, às vezes, me assussssssssssto!
E por vezes, me sinto uma heroína.
Daí, falo com o tempo:
Ah! Tempo bendito! Que tens mania de passar
Levas lembranças e outras me fazes lembrar.
Umas me fazem sorrir e outras me fazem chorar.
Tempo, tão temido e ao mesmo tempo desejado!
Mas eu aprendo! Sempre estou pronta para aprender.
Assim como aprendi a gostar de Sushi.
E descobri que meu chocolate favorito é alpino.
Penso na vida e na morte. Vestimentas enterradas...
É uma troca de roupagem apenas.
De personagens, nomes, costumes e personalidades.
Em minutos é só isso que eu penso.
Um monte de coisas do agora.
Daqui a dois minutos, tudo já muda.
E um porvir cheio que não demora.
Só sei que, quando você se conhece...
É muito mais fácil não cair nas armadilhas.
Porque a vida é um jogo.
Um “misturê” de pensamentos.




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