sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Me devoro na tua plenitude



Tu és minha origem de ideias
Despertas em mim a verdade
Tenho vontades inimagináveis
Que só a poesia pode decifrar
E nela toda, me jogo em palavras
Assim como a chuva pela chão
Assim como o vento pelo ar.
Assim como um bebê chorão
Que chama a mãe e pede socorro.
Um certeza que não há
Escrita em nenhum lugar
Mas, tu sabes bem, ah! Como sabes!
Se te esbaldas de doces aventuras
e te escorregas pelos ares
me pega pelas mãos da inocência.
Quem tu és, curioso destino?
Nunca falaste teu nome
Tens cara de menino
e corpo de homem
Porém, mesmo assim, eu o sinto.
És uma insistência que sabe esperar.
Na minha tendência, no meu recinto.
Ah! curioso és!
Não duvides da tua dúvida 
Pois não há lógica. Não há.
Mas tu estais na minha imensidão
E quando penso em ti
Me devoro na tua plenitude
Que és em mim.

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