sábado, 7 de dezembro de 2013

Chá das cinco



Estávamos ali, nós dois e a natureza.
Embriagando-nos com a suave música dos pássaros.
Jogados na areia da praia.
Comendo manauê.
Com chá de anis estrelado com gengibre.
Quase pronto para tomar.
Falávamos da vida
Do nosso governo
Das sujidades crescentes.
De quanto tempo levaria para limpar tudo.
Rimos da situação, seria cansativo demais.
Mas voltamos ao presente.
Ninguém mais andava a pé
Porque a preguiça e o conforto eram maiores
Ninguém conversava mais pessoalmente
Existia a internet. 
As pessoas querem tudo para ontem.
Não se importam em esperar.
Daí, eu perguntei ao meu amigo.
- Se eu oferecesse um copo de água fervente, você tomaria?
Ele pensou. E em seguida respondeu.
- Não. 
Pensou de novo. E indagou:
- Mas por que eu tomaria um copo de água fervente?
- Você disse não em sua primeira resposta, correto?
- Correto. - Respondeu.
- Eu disse para você para tomar naquele momento?
- Não.
- Você poderia esperar a água esfriar e tomar.
Ele ficou pensando. E depois veio a falar.
- É verdade. Isso só mostra a minha ansiedade.
Não pensei, e sim falei de imediato.
Logo, discutimos sobre a questão da ansiedade.
Enquanto uns esperam e raciocinam, 
Outros estão com pressa e quebram a cara.
Não esperam para desfrutar daquilo que imaginavam não ser bom.
Continuamos naquela linha de ideias.
A tarde desaparecia aos nossos olhos.
- Em pensar que nasci de sete meses. - Ele disse.
- E eu nasci de dez meses. - Eu disse. – Uma coisa não tem nada a ver com outra.
- E o chá, ainda muito quente?
- Não, já está no ponto certo.
- Que bom, agora o sabor será melhor.

Aprendemos lições o tempo todo. E bem aventurado é aquele que presta atenção em si mesmo e nas oportunidades, para configurar-se  sempre que achar necessário. Tirando proveito e estando aberto ao aprendizado.

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