sexta-feira, 17 de agosto de 2018

O eus de mim


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Talvez não seja o ar,
o frescor do café em meu nariz,
a sensibilidade se exibindo pra mim.
Talvez, seja outra coisa.
Uma coisa que ninguém saberia se eu não contasse.

Há muitas vozes dentro de mim.
Elas brigam para ter a vez de falar.

A primeira é a mais forte,
ela se resume em coragem e fé.
Me reorganiza por dentro
Me embala quando choro,
me mostra a força espiritual que tem,
me mostra quem verdadeiramente é.

A segunda é uma voz que quase some,
ela não tem coragem de ser por inteira
está afastada de si mesma,
está como se fosse uma prisioneira,
dos próprios desvios de pensamentos tortos.
Ela é a segunda, porque tem força,
a forma do querer lutar, mas se fechou
e caiu em uma existência rotineira.



A terceira é a voz da rebeldia.
Ela age de forma sensual, abala corações
em outra vida usou de bocas masculinas,
abusou dos seus templos sagrados, e hoje,
tenta de todas as maneiras ser a primeira,
mas esta que vos fala, não deixa mais,
ainda que sobreviva aqui dentro, 
presa e saborenta de vergonha,
não me impede de seguir meus ideias.

As outras, prefiro dizer que outras
Algumas autênticas, e úteis,
outras, armas inúteis.
Noutras encarnações, foram mais primitivas,
adoravam a deuses, e sacrifícios,
sobreviviam ao instinto animalesco.
Não que a terceira não seja assim,
mas ela evoluiu um pouco, subiu na hierarquia.
Por ser usada contra o mal.

As sensações vivas, chamas apagadas,
vontades sumidas, alma regenerada.
Sombras iluminadas, mortes esquecidas
paredes em tom de dor guardadas na memória.
E tudo não passa de sentimentos múltiplos.

Quem sou eu?
Agora mais do que pensei, e mais do que pensais.



quinta-feira, 16 de agosto de 2018

O ontem


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O ontem não volta.

Há chamas do ontem, envoltos ao hoje
que se aconselham, se entrelaçam.
Se realçam no aparelho que bate forte no peito
O ontem não tem mais volta.

Ontem minha voz era doce
 Hoje, bom, muda tanto que não sei mais...
O branco já aparece nos cabelos.
Os pensamentos do E SE...
as faíscas de agonia por tentar mais uma vez. 
A síndrome do Pânico, por tentar saber sempre mais.

Ontem, minha boca se calava,
precisava ser ouvinte
e pedinte, ao mesmo tempo
da sabedoria Divina.
Hoje ela tem muito a dizer,
de acordo com todo conhecimento já lapidado.

Ontem descobri que não sou nada sem
filosofia, a ciência e a religião
Porque achei que ontem eu já sabia o caminho
para chegar a esses tipos de conhecimentos.
Ontem eu era uma garota simpática e meiga,
hoje, além desses adjetivos, eu adquiri locuções adjetivas.
Visto que sou do amor, da criança, da infância,
da lua, de Mercúrio, da vida, da esperança.
Eu não sou só de mim, pertenço ao mundo.

Ontem, eu achava que o conhece-te a ti mesmo
era uma aliança comigo mesma: com as várias faces de mim.
Me embebedei de conhecimentos, 
eu era seletiva demais.
Hoje descobri que tudo é tão interessante!
Sempre houve um mundo de possibilidades.
Eu estava somente nessa direção,
foi aí que olhei para todos os lados.

Ontem eu estava na superfície.
Hoje, já passei da margem.
Meus olhos da alma já estão mais atrelados com os sofrimentos,
não sei mais ficar só.
Não sei mais ser o ontem,
que até então abraçava qualquer solidão
jogada na calçada de qualquer um por aí.
Levava para casa e cuidava.
Hoje, já não levo mais nada para casa,
pois, se cada coisa tem seu lugar, 
eu não posso ser intrometida de desarmonizar o universo.

Ontem,
Eu adormecia na poesia de mim.
Hoje, me encarrego de estar junto e desenvolver ideias.
Ontem,eu era muito racional e distanciada.
Hoje, aprendi que, aprendendo a lidar com as emoções,
eu somo muito mais do que escondê-las dentro de mim,
pelo simples fato de eu não ser mais só eu,
sou um pouco de mim, e um pouco de nós.

O ontem se foi com adeus embriagante,
levando pelas ruas adiante,
a música que me fazia dançar no quintal de corações tristes.
Não abandonei esses corações, 
só optei por navegar em mares diferentes,
levando comigo sempre, e para sempre.
Tudo o que se construiu junto comigo.









quinta-feira, 19 de abril de 2018

Não sou só o que a sociedade acha que sou



Não sou só um corpo que fala
Sou, a princípio, uma alma,
que vive em um corpo, que fala.
Que veste sentimentos
Que vivencia ideias descomuns ao
que a sociedade impõe como normal,
que vai além do padrão.


Não sou um número na sociedade
Sou alguém que tem Opinião
dentro de inúmeros habitantes
em uma sociedade que, por vezes, é vazia.
Cheia de solidão.

Não sou apenas uma máquina que trabalha.
Sou um ser com capacidade da linguagem.
que tem racionalidade e pode pensar, usando a 
inteligência para qualquer ação
em um ambiente que requer paciência e concisão.

Não sou um ser material. Sou um ser imaterial, que habita
um reino material, e que convive com matéria e espírito.

Tudo isso está na consciência. 
A felicidade não é deste mundo.